Bruxelas. Portugal apresenta capacidades da indústria de defesa nacional

Bruxelas. Portugal apresenta capacidades da indústria de defesa nacional

Portugal apresentou em Bruxelas as capacidades da indústria de defesa nacional. "O que trouxemos aqui foi talento português, inovação portuguesa" destacou o Embaixador de Portugal na NATO, Paulo Vizeu Pinheiro.

Andrea Neves - RTP Antena 1, Bruxelas /

“Precisamos das pequenas e médias empresas, não apenas das empresas de defesa tradicionais” sublinhou Radmila Shekerinska, a Vice-Secretária-geral da NATO.

Foram 41 as empresas portuguesas que estiveram presentes no Dia da Indústria Portuguesa na NATO, em Bruxelas.

Empresas que se dedicam à produção de soluções inovadoras na área da inteligência artificial, da saúde, dos veículos, dos equipamentos, dos drones, das comunicações seguras e dos materiais com aplicações à defesa nos domínios naval, marítimo, aéreo, cibernético e espacial.

Produzir mais e mais depressa

“Antes falávamos principalmente sobre armamento. Hoje, falamos sobre a indústria de defesa. O que mudou? Bem, o nosso ambiente de segurança mudou drasticamente. Enfrentamos uma guerra na Ucrânia que já dura muitos anos e também testemunhamos as ações híbridas da Rússia contra nós. O mundo tornou-se mais imprevisível e a segurança passou a ser uma prioridade, especialmente para nós, no continente europeu e dentro da NATO. Portanto, quando nossa segurança é ameaçada, precisamos reagir com maior dissuasão e defesas reforçadas. E é isso que fazemos” reforçou a Vice-Secretária Geral da NATO, Radmia Shekerinska no fórum que reuniu as empresas portuguesas.

“O que nós trouxemos aqui foi talento português, inovação portuguesa, a capacidade de integração de sistemas, a interoperabilidade, a capacidade de integrar não só o que está nos planos, mas de integrar os meios no planeamento e, sobretudo, testá-los no operacional. Hoje interessa sobretudo saber como é que as novas capacidades se integram, qual é a performance, qual é o seu efeito em campo de batalha” reforçou o Representante Permanente de Portugal junto da NATO, Embaixador Paulo Vizeu Pinheiro. 

“Temos vindo a aprender numa cooperação muito estreita com a Ucrânia. Nós estamos a ajudar a Ucrânia, mas a Ucrânia também está a ajudar a nós com a sua experiência, passou a ser aquilo que se designa como security provider e já é também um fornecedor de segurança. E nós estamos a viver um mundo em que a inovação é absolutamente indispensável. Hoje em dia, os drones, por exemplo, estão a ser usados na Ucrânia. Os ciclos de inovação acontecem a cada oito semanas, a cada oito a nove semanas há uma atualização dos sistemas em função dos resultados. Portanto, é muito importante que haja esta inovação”. Representante Permanente de Portugal junto da NATO, Embaixador Paulo Vizeu Pinheiro.

A Vice-secretária-geral, nas declarações que fez aos jornalistas portugueses presentes nesta iniciativa, referiu que “o ambiente de segurança exige que sejamos racionais e focados na nossa dissuasão e defesa. Garantimos a segurança da Europa e da região euro-atlântica há mais de 75 anos porque nos mantemos unidos. Por isso, é importante manter a cooperação em matéria de defesa através do Atlântico. E acreditamos que, ao criar e apoiar esta base industrial de defesa, as nossas indústrias terão um melhor desempenho. Mas as nossas defesas e a nossa dissuasão também serão mais fortes”.

“Portanto, temos de fazer isso em conjunto e temos de o fazer também com a Ucrânia, em cooperação com a União Europeia e também com os nossos parceiros no Indo-Pacífico” Radmila Shekerinska.

Presente nesta exposição que quis mostrar o que as empresas portuguesas conseguem fazer esteve também o Chair do Comité Militar da NATO.

“Para mim, do ponto de vista militar, é crucial enfatizar e sublinhar a importância do nosso diálogo com a indústria para que a indústria acelere, aumente a escala e mantenha preços justos. E continuo a dizer isto a todos os representantes da indústria com quem tenho contato, porque é algo que eles precisam compreender. Precisamos de os ter a bordo como parte integrante da nossa dissuasão e defesa porque não são uma opção, fazem parte do sistema” reforçou o Almirante Cavo Dragone.

O investimento em defesa surge como uma prioridade. O ano passado, na Cimeira de Haia, ficou decidido que os Aliados tinham que aumentar as despesas com defesa até aos 5 por cento do PIB nos próximos anos. Era uma exigência de Donald Trump com o Presidente dos Estados Unidos a insistir numa repartição de despesas com defesa mais equilibrada entre todos os membros da NATO:

“No ano passado, concordamos em investir mais em nossa segurança. Mas garantir essa segurança não significa apenas mais dinheiro. Há recursos disponíveis, mas agora precisamos de mais aço, de mais energia, de mais e melhores tecnologias. E é por isso que nossa mensagem para a indústria é: produzam mais, produzam mais rápido, façam isso de forma melhor e mais coordenada”, foi a principal mensagem da Vice-Secretária Geral da NATO, Radmila Shekerinska, durante a cerimónia de abertura desta iniciativa.
A importância das pequenas e médias empresas
Vice-secretária-geral da NATO disse aos jornalistas o mesmo que Mark Rute tem sublinhado na grande maioria das intervenções: “a indústria de defesa precisa de inovar, e já inova muito rapidamente, porque, como puderam ver, as lições aprendidas com a Ucrânia demonstraram que a grande vantagem na guerra é a adaptabilidade”.

Radmila Shekerinska reforçou que “as pequenas e médias empresas trazem para a mesa novas abordagens, novas tecnologias e novas ideias”.

Já se sabe que este ano, na Cimeira da NATO em Ancara haverá um fórum dedicado à indústria de defesa, também com presenças portuguesas

“Na Cimeira em Ancara, veremos não apenas as grandes empresas de defesa tradicionais, mas também trabalharemos bastante com empresas que trazem a inovação. E conto com as empresas portuguesas. O Embaixador de Portugal foi muito enfático ao transmitir essa mensagem: precisamos das pequenas e médias empresas, não apenas das empresas de defesa tradicionais. E é utilizando toda essa experiência, conhecimento e essas ideias que podemos impulsionar a produção”, referiu Radmila Shekerinska

Que mais empresas se envolvam na indústria de defesa é o pedido que ficou expresso pelo Almirante Cavo Dragone que na introdução disse que não estava satisfeito com o ritmo de produção.

“Não, não estou. Confirmo” repetiu depois aos jornalistas.

Chair do Comité Militar da NATO admite que não é muito simpático fazer estas afirmações numa iniciativa dedicada à indústria de defesa, mas reforça que “a indústria não aumentou a escala e não acelerou o processo da maneira que esperávamos. Mas temos grandes expectativas em relação à Cimeira em Ancara. Espero que nos deem boas notícias porque, como eu disse, precisamos de recursos. Isto porque o dinheiro está disponível, estará disponível, mas só com dinheiro não podemos fazer nada. Precisamos de efeitos no campo de batalha”.
As empresas portuguesas na indústria da defesa
“Obviamente que a nossa perspetiva, e a perspetiva do Governo, é que a nossa base tecnológica industrial de defesa se expanda e se articule com todas as outras bases industriais de defesa” referiu o Representante Permanente de Portugal junto da NATO.

“Nós estamos já há muitos anos a trabalhar com os drones – temos o exercício REPMUS em Portugal que já tem 15 anos ou mais, onde juntamos a inovação académica e a inovação empresarial e onde estamos a fazer produtos inovadores, desde drones aquáticos a aéreos e terrestres – temos muitas empresas de inteligência artificial, temos muitas empresas ligadas à aeronáutica, muitas empresas ligadas aos sistemas espaciais, aos novos materiais, às novas energias, digamos assim, que são utilizadas em bens que são muitos deles duais, de uso dual de uso militar e civil. Muitas vezes os drones têm um uso militar, mas também têm o uso do acompanhamento, por exemplo, de transporte terrestre, do tráfego, de questões ambientais” o embaixador.

O Presidente do Conselho de Administração da IdD Portugal mostrou-se satisfeito com a representatividade que se conseguiu juntar em Bruxelas.

“Temos aqui empresas de todos os domínios, ou seja, há aqui uma representatividade muito grande da indústria de defesa nacional. Temos empresas da área dos domínios aéreo, marítimo, terrestre, da ciber defesa e do espaço, que são os cinco domínios operacionais, por exemplo”.

“Portanto, temos tudo, desde a parte marítima – onde temos drones subaquáticos e temos a capacidade de fazer manutenção a navios e de construir navios, por exemplo - à parte aérea – onde temos a capacidade de construir partes de aviões, fuselagem, e fazemos também a manutenção de aviões e estamos neste momento a desenvolver um projeto para um avião português, pela primeira vez, um avião de transporte militar e além das partes que produzimos para outros aviões. Na área terrestre temos blindados, temos veículos de transporte de militares, temos munições ou pelo menos invólucros de munições - temos aqui uma empresa que desenvolve munições e que faz um enchimento fora de Portugal, mas que vende as munições de grandes calibres (e vamos ter munições de calibres mais baixos também, mas essas ainda estão em fase de preparação) – e depois na parte do espaço temos várias empresas de observação, quer do espaço quer da terra, que permitem recolher informação, que têm um duplo uso que pode ser tão útil para a parte militar como para a parte civil” destacou Ricardo Pinheiro Alves.

“Temos também empresas que desenvolvem software para todas as aplicações e temos sistemas não tripulados também nos quatro domínios, mar, à superfície marítima, à superfície terrestre e no ar. Enfim, temos uma variedade de empresas que mostra muito bem o dinamismo que a indústria Defesa Nacional”

“Nós somos um aliado fundador, Portugal é um membro fundador da Aliança. Um aliado que sempre esteve sempre na linha da frente da adaptação, da inovação e da participação na solidariedade, que não é só política e não é só de palavras, mas é operacional com as nossas Forças Armadas, com as nossas empresas. Agora chegou a altura de juntarmos Forças Armadas e empresas porque verdadeiramente o que há é um cruzamento” reforçou o Embaixador de Portugal na NATO.

“As Forças Armadas determinam o que são, digamos, as capacidades necessárias. A Aliança Atlântica tem feito sobretudo a definição do que são as capacidades necessárias para aquilo que é a estrutura de forças da NATO. E neste momento temos uma ameaça concreta que toda a gente sabe que é considerada a mais direta que é a Federação da Rússia, infelizmente tornada ainda mais evidente com uma guerra aqui ao lado”.

“E Portugal tem um papel importante, porque Portugal inova, temos pequenas e grandes empresas, E nós temos empresas em todos estes níveis. Essas empresas estão em todos os domínios desde os drones à inteligência artificial, ao espaço aeronáutica, comunicações seguras, novos materiais, sistemas de energia. Temos aqui toda uma panóplia de que nos habilita a combater o novo combate, o combate da nova era que junta aquilo que eram os meios clássicos aos meios assimétricos, os drones combinados com os mísseis cruzeiro e combinados com mísseis balísticos” enfatizou o Representante Permanente de Portugal junto da NATO quando questionado pelos jornalistas sobre a importância de Portugal e da indústria de defesa nacional.
Um sentido de urgência
A afirmação do Chair do Comité Militar da NATO de que as empresas não estavam a responder como era esperado foi vista pelo Presidente do Conselho de Administração da IdD Portugal mais como um desafio, como uma urgência.

“O Almirante da Dragone transmitiu aqui a mensagem que hoje em dia o Secretário-Geral e a Secretária-adjunta também transmitem: é necessário produzir mais e com mais rapidez. É esse o desafio que é apresentado à indústria dos países da NATO, incluindo a indústria portuguesa. E eu acho que a indústria portuguesa está também a mudar nesse sentido e, portanto, hoje em dia, apesar dos ciclos de desenvolvimento e de venda na defesa serem muito longos, neste momento esses ciclos estão a ser cortados e as empresas estão a reagir mais rapidamente, dada a urgência que existe” reforçou Ricardo Pinheiro Alves

“Mas como o Almirante Dragone também disse, os portugueses tem uma capacidade de adaptação – até deu o exemplo de Vasco da Gama para passar o cabo da Boa Esperança – e, portanto, eu acho que as empresas portuguesas continuam com esse espírito e estão a adaptar-se ao que é pedido pela NATO e ao que é pedido pelos militares que é o que é o mais importante”.

E de facto, o elogio a Portugal também se ouvir por parte do Chair do Comité Militar da NATO: “Portugal é um aliado forte, um aliado muito confiável e tem uma grande sensibilidade para com a nossa posição no Atlântico, para a questão marítima que é importante para nós. Esta é uma das regiões que provavelmente será afetada pelas ameaça no futuro, o sul. Portugal precisa de direcionar os seus esforços e sua atenção também para o Sul”. Chair do Comité Militar da NATO, Almirante Cavo Dragone

Questionado sobre se devia haver mais investimentos públicos ou privados na indústria de defesa, o responsável máximo da IdD Portugal referiu que “precisamos de investimentos públicos e privados. A sociedade é feita de entidades públicas e privadas e ambas são necessárias”.

“Portugal está a fazer um grande esforço de investimento. Portugal vai investir 5,8 mil milhões de euros até 2030 no âmbito do empréstimo e está a preparar programação militar que vai ser aprovada até ao final deste ano, em que vai ser feito um planeamento a 12 anos das aquisições que o Estado português vai fazer. Para além disso, a indústria portuguesa está a investir também, e a indústria, quando investe, investe na expetativa de produzir bens e serviços que sejam comprados não só por Portugal, mas também pelos outros países da Aliança”.
As empresas representadas
Foram 41 as empresas representadas neste dia da Indústria Portuguesa na NATO.

Portugal apresentou-se como um país com uma localização estratégica de proximidade com os Estados Unidos e o Canadá e os outros Aliados, inser4ido num mercado com 450 milhões de consumidores europeus e 260 milhões de mercados de língua portuguesa. O país destacou a sua localização segura no contexto geopolítico atual.

As empresas representadas são apenas algumas das que já operam em Portugal com diferentes áreas dentro das capacidades que podem ser uteis à defesa. A Swatter Company actua na área da defesa anti-drones.

Renato Branco, um dos fundadores, explica que “o desenvolvimento desta tecnologia começou em 2017 através de dissertações de mestrado no ISCTE e em 2021 fundámos a Swatter Company. E tem sido uma aprendizagem até aos dias de hoje”.

“Neste momento o Portugal está a trabalhar muito bem trabalhado na parte da defesa e temos o apoio do IdD que faz toda a organização para as empresas portuguesas também estarem presentes nestas iniciativas e tem sido um apoio importante não só para estarmos aqui como também para participar noutros eventos”.

João Gaspar o outros dos founders explica o que produzem: “este equipamento é um equipamento handheld, ou seja, é um equipamento carregado, apeado e a função dele é uma soft kill, de proteção contra drones. Ou seja, é a transmissão de sinal de jamming para proteger de ameaças e de eventuais drones não autorizados”.

“Na verdade, a nossa visão, inicialmente, era para o desenvolvimento de uma aplicação mais civil, para proteção de eventos pontuais e não aplicado diretamente na defesa. Mas depois, com a invasão da Ucrânia, nós percebemos que a necessidade era enorme neste tipo de soluções”.

A Infinite Foundry é uma empresa da área da Inteligência Artificial, especializada em gémeos digitais, ou seja, que “pode replicar em tempo real e em 3D qualquer área operacional.

André Godinho Luz, o Diretor-geral diz que o objetivo é “dar apoio à decisão e faze a parte de seguimento de missão que é exatamente ver se o que foi planeado foi executado ou não”.

Ou seja, a empresa mostra o que os olhos não podem ver, como o interior de um edifício, as paredes internas, as divisões, através de modelos de inteligência artificial.

“Nós usamos vários constrangimentos geométricos e físicos para, baseado no que nós vemos do exterior, inferir o que acontece no interior. Ou seja, mostrar o que as câmaras não conseguem mostrar de um cenário operacional”.

“Ou seja, posso perceber, por exemplo, que é um edifício de escritórios, dos anos 60, com uma certa configuração de interior e que tendo em conta as horas, por exemplo, às 15h00 devem estar X pessoas dentro do edifício”.

A empresa já trabalha com o Exército português com “o objetivo de conferir esta capacidade de decisão superior às Forças Armadas Portuguesas”.

A Beyond Composite produz materiais leves de proteção balística.

Fernando Cunha, CEO da empresa expli ca que produzem já “para dois segmentos de mercado, um segmento que tem a ver com a proteção de plataformas, nomeadamente veículos militares, embarcações ou helicópteros. E também temos uma outra área que é produção de proteção balística para soldados, nomeadamente capacetes balísticos e placas para integração nos coletes”.

Há três características que são importantes um que é a capacidade industrial de já produzir, o segundo, a rapidez da execução, e uma terceira dimensão que tem a ver com a cooperação. Os dois primeiros, a capacidade de produção e a capacidade de produzir rápido, nós já temos instalados devido à nossa grande capacidade de engenharia. Nós hoje temos a capacidade de produzir o equivalente a 100 veículos por dia, - por exemplo, o nosso vizinho espanhol muitas das viaturas que estão lá produzidas já levam as nossas soluções de proteção balística – portanto, já é uma capacidade enormemente instalada. Portanto, falta-nos trabalhar aquilo que é a terceira dimensão, que é a cooperação com outros países e outros aliados da NATO. Portanto, é nesta dimensão que nós hoje estamos cá para tentarmos expandir aquilo que é o nosso portfólio de penetração para outros mercados, pois já tem produtos no terreno.

Mas há outras áreas que estão também já a adaptar-se à defesa seguindo o uso dual (militar e civil) preconizado também pela NATO.

É o caso da LinkConstant que desenvolveu nanotecnologia para evitar que bactérias, fungos ou esporos se possam desenvolver nos equipamentos que os militares usam no terreno.

Rita Cerqueira da Mota, a diretora de Marketing e de Produto da LinkConstant refere que “além dos tanques, das armas, dos navios, e antes de tudo o mais, temos um ser humano, um militar. Não só a saúde física como a mental, são elementos fundamentais”.

A empresa desenvolveu um produto de nanotecnologia portuguesa que assegura, por sete dias, a morte total de 99,9% de bactérias, fungos e esporos.

“E, portanto, numa única aplicação, com a duração de sete dias e num ambiente realmente de bastante atrito. Imagine uma bota de um militar: com uma única aplicação durante sete dias, ali não se desenvolvem bactérias, o que porque previne que feridas que possam ter se agravem, por exemplo”. Isto é um

melhoramento na qualidade de vida do quotidiano de um militar. Depois temos uma variante de produto também, que serve para capacetes.”

O crescimento das empresas portuguesas que se dedicam à produção de materiais, equipamentos, tecnologias ou sistemas que podem ser aplicados também à defesa é constante.

Os tempos mudaram, a segurança tem outras exigências e a adaptação é uma realidade a que Portugal está, também, a dar resposta.
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